Novo apresenta mais um pacote de medidas contra Andrei Rodrigues por suposto monitoramento ilegal de autoridades

 

Partido Novo pede prisão e investigação do diretor-geral da PF, além de exoneração e apuração por possíveis crimes e improbidade administrativa

Crédito: Lula Marques/Agência Brasil


O partido Novo apresentou nesta terça-feira (8) um pacote de cinco medidas contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após o pedido de afastamento e as notícias de que autoridades da República teriam sido monitoradas ilegalmente pela corporação, especialmente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

“Não é aceitável que o aparato de investigação do Estado seja transformado em instrumento de vigilância contra autoridades. Estamos falando de possíveis ilegalidades que atingem diretamente o Estado de Direito. Por isso, o Novo apresentou medidas em todas as frentes: queremos investigação, responsabilização e, diante da gravidade dos fatos, a saída de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal”, declarou o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro.

As iniciativas foram encaminhadas a diferentes órgãos e instituições e pedem desde a prisão de Andrei Rodrigues até sua exoneração do comando da PF, além da abertura de investigações criminal, disciplinar e por possível improbidade administrativa.

"A Polícia Federal foi usada para monitorar ilegalmente autoridades da República, inclusive um ministro do Supremo. Estamos diante de um abuso intolerável do aparato de Estado. Andrei Rodrigues precisa responder pessoalmente por tudo o que ocorreu sob seu comando - inclusive para sabermos se não houve mais monitoramentos ilegais feitos por ele de cidadãos ou autoridades. Por isso, estamos tomando todas as medidas cabíveis: pedido de prisão, investigação criminal, processo disciplinar, ação por improbidade e exoneração. Não basta afastá-lo do cargo. É preciso descobrir quem ordenou, quem executou, quem sabia e quem se beneficiou desse esquema. Ninguém pode usar a Polícia Federal como polícia política e ficar impune”, enfatizou o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), candidato ao Senado pelo Novo no Rio Grande do Sul. 

Ao ministro do STF Edson Fachin, o Novo, por meio dos advogados Sebastião Coelho, Carolina Sponza e Carolina Siebra, apresentou um pedido de prisão contra Andrei Rodrigues, argumentando que as informações divulgadas apontam para um possível monitoramento ilegal de autoridades da República, com destaque para André Mendonça. Esse é o segundo pedido de prisão do partido contra Andrei. O primeiro pedido foi realizado dia 3 de setembro e que gerou a decisão de afastamento do diretor da PF nesta terça-feira (8). 

O partido, por meio dos advogados Sebastião Coelho, Carolina Sponza e Carolina Siebra, também protocolou uma notícia-crime junto ao vice-procurador-geral da República, pedindo a apuração da conduta do diretor-geral da PF. Segundo o Novo, caso confirmada a realização de apurações sobre autoridades sem a necessária autorização judicial, a conduta pode configurar abuso de autoridade e outros ilícitos.

Na esfera administrativa, o partido junto com os parlamentares da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN) e deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto (PL-PB),acionou a Corregedoria da Polícia Federal para pedir a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Andrei. A representação aponta, entre outras possíveis irregularidades, o suposto vazamento de informações sigilosas obtidas em razão do cargo. Para o Novo, a conduta também pode caracterizar improbidade administrativa.

A ofensiva chega ainda ao Palácio do Planalto. Em ofício dirigido à Presidência da República, o partido junto com os parlamentares da oposição, deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto (PL-PB), pedem a exoneração de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal, diante das suspeitas envolvendo o suposto monitoramento ilegal de autoridades.

Por fim, o Novo junto aos parlamentares da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN) e deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto (PL-PB), encaminhou representação ao Ministério Público Federal no Distrito Federal para que seja ajuizada ação de improbidade administrativa contra o diretor-geral da PF, caso sejam confirmadas as irregularidades apontadas.

Com as cinco medidas, o partido busca levar o caso simultaneamente às esferas criminal, administrativa, disciplinar e política, pressionando pela responsabilização de Andrei Rodrigues e pela saída do comando da Polícia Federal.

Para o Novo, as denúncias, caso comprovadas, representam uma situação de extrema gravidade por envolverem a utilização da estrutura de investigação do Estado para monitorar autoridades da própria República sem respaldo judicial.

 

Com informações da assessoria de imprensa


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