FPBC celebra aprovação do REDATA e destaca construção de consenso sobre energia
A Frente Parlamentar pelo
Brasil Competitivo (FPBC) celebra a aprovação, pelo Congresso Nacional, do PL
278/2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data
Center (REDATA). A votação conclui uma etapa importante da agenda de
competitividade digital do país e foi precedida por meses de mobilização da
FPBC, em conjunto com a Coalizão das Frentes Produtivas, parlamentares e
entidades do setor produtivo, em defesa de condições mais competitivas para a
atração de investimentos em infraestrutura digital no Brasil.
Os impactos desse tipo de
investimento se estendem por diferentes setores da economia. Estudo da FGV
Projetos sobre o potencial do Brasil como hub internacional de infraestrutura
digital estima que a implantação de um único data center de 100 MW pode gerar
cerca de 12,6 mil empregos diretos e indiretos, R$ 590 milhões em renda do
trabalho e R$ 1,48 bilhão em PIB adicional, considerando os efeitos diretos e
indiretos sobre a cadeia produtiva.
A expansão da infraestrutura
digital também mobiliza uma cadeia produtiva que envolve construção civil,
engenharia, equipamentos elétricos, telecomunicações e serviços especializados,
fazendo com que os efeitos dos investimentos alcancem emprego, renda e produção
para além do próprio setor de tecnologia.
Além dos impactos econômicos
e tecnológicos, a aprovação consolidou um avanço importante defendido durante a
mobilização: o aperfeiçoamento da regra relacionada ao suprimento energético
dos data centers. O tema é central para a competitividade do setor. O estudo da
FGV Projetos aponta a disponibilidade de energia firme e competitiva como um
dos pilares fundamentais para a viabilidade econômica de data centers em
escala, ao lado de serviços intensivos em tecnologia da informação e de uma
infraestrutura robusta de telecomunicações e conectividade.
A construção de consenso no
Senado estabeleceu que a demanda adicional desses empreendimentos seja atendida
por fontes renováveis ou de baixa emissão.
A nova redação amplia as alternativas disponíveis para garantir um fornecimento
de energia contínuo, confiável e competitivo, necessário para infraestruturas
que funcionam 24 horas por dia, abrindo espaço para fontes de baixa emissão
capazes de contribuir para a segurança do sistema, como gás natural e energia
nuclear, observadas as condições e o enquadramento aplicáveis.
Para a FPBC, a solução
alcançada demonstra que é possível compatibilizar sustentabilidade, segurança
energética e competitividade, criando condições para que o país aproveite suas
vantagens na disputa internacional por investimentos em infraestrutura digital.
O Brasil reúne atributos relevantes para esse posicionamento, como matriz
elétrica predominantemente renovável, potencial de expansão da capacidade
energética, disponibilidade territorial e um mercado interno relevante.
Como o Senado promoveu
ajustes de redação sem alteração de mérito, o projeto segue diretamente para
sanção presidencial.
“A aprovação do REDATA é uma vitória importante para o Brasil. A FPBC teve papel ativo nessa construção, mobilizando a Coalizão das Frentes Produtivas, parlamentares e entidades do setor produtivo em torno de uma agenda estratégica para a competitividade do país. Também contribuímos para a construção de uma solução de consenso para a energia, ampliando as possibilidades para fontes renováveis ou de baixa emissão. Data centers precisam de energia disponível 24 horas por dia, com segurança, competitividade e responsabilidade ambiental. O Brasil reúne condições excepcionais para disputar esses investimentos e não pode perder essa janela de oportunidade”, afirma Tatiana Ribeiro, secretária-executiva da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo (FPBC) e diretora-executiva do Movimento Brasil Competitivo (MBC).
Competitividade e impacto
para o país
O novo regime reduz a carga
tributária incidente sobre equipamentos destinados à instalação, ampliação e
modernização de data centers e estabelece contrapartidas relacionadas, entre
outros pontos, a pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Para a FPBC, a expansão
dessa infraestrutura é estratégica para estimular a inovação, gerar empregos
qualificados, ampliar a capacidade tecnológica nacional, aumentar a
produtividade e fortalecer a soberania digital do país.
Os benefícios também se espalham por setores que não integram diretamente o
núcleo digital. O estudo da FGV mostra que os investimentos em data centers
ativam cadeias de fornecedores e serviços e têm efeito sobre áreas como
construção, comércio, manutenção, alimentação e outros segmentos da
economia.
A atuação da FPBC em torno do REDATA ganhou força nos últimos meses com a
mobilização da Coalizão das Frentes Produtivas e de dezenas de entidades
representativas do setor produtivo. O grupo promoveu articulações com
parlamentares, divulgou cartas abertas e defendeu a inclusão da proposta entre
as prioridades do esforço concentrado do Congresso.
O trabalho buscou contribuir
para a construção de um ambiente regulatório e tributário capaz de colocar o Brasil
em melhores condições na disputa internacional por investimentos em data
centers, computação em nuvem, inteligência artificial e processamento de dados.
Próximo passo: PLP 74/2026
A aprovação do REDATA, no
entanto, não encerra a mobilização. A FPBC considera fundamental que Câmara e
Senado avancem agora com o PLP 74/2026, necessário para garantir as condições
fiscais e orçamentárias para a implementação dos incentivos previstos pelo novo
regime.
“A aprovação do REDATA foi
uma etapa decisiva, mas precisamos transformar essa conquista legislativa em
investimentos concretos. Por isso, nosso trabalho continua pela aprovação do
PLP 74/2026 e pela criação das condições necessárias para que o regime seja
efetivamente implementado”, reforça Ribeiro.
Com a conclusão da votação do REDATA, a FPBC seguirá mobilizada para que o
Brasil transforme suas vantagens energéticas, sua dimensão de mercado e seu
potencial tecnológico em uma estratégia de longo prazo para a economia digital.
Com informações da assessoria
de imprensa



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