Em carta aberta ao Congresso Nacional, entidades pedem aprovação do Redata
Crédito: Carlos Moura/Agência Senado
As Frentes Parlamentares e as entidades representativas do setor produtivo recebem com entusiasmo o anúncio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após encontro com os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, de que há compromisso para a deliberação do PL 278/2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), no próximo esforço concentrado do Senado.
O entendimento representa um
avanço decisivo para uma agenda que reúne amplo apoio do setor produtivo.
Agora, é fundamental transformar esse compromisso político em uma atuação coordenada
entre governo, Senado, Câmara e Estados, capaz de concluir a tramitação e criar
as condições necessárias para que os investimentos se concretizem.
Concordamos especialmente
com o argumento apresentado pelo presidente Lula sobre a soberania dos dados
brasileiros. Em um mundo no qual inteligência artificial, computação em nuvem e
processamento de informações se tornaram elementos centrais para o
desenvolvimento econômico e a autonomia tecnológica, ampliar a capacidade de
processamento e armazenamento de dados em território nacional é uma questão
estratégica para o Brasil. Nesse sentido, o Redata complementa a esperada
aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que
ampliará a capacidade brasileira de agregar valor aos insumos essenciais às
tecnologias do futuro. De um lado, fortalecemos nossa soberania sobre recursos
estratégicos; de outro, sobre a infraestrutura e os dados que sustentam a nova
economia.
O Redata não é uma simples
política de desoneração. O regime associa seus incentivos a contrapartidas
econômicas, tecnológicas e ambientais, incluindo requisitos de sustentabilidade,
eficiência no uso da água, disponibilização de capacidade ao mercado doméstico
e investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação no País.
O potencial econômico é
igualmente expressivo. Estudo da FGV estima que um único data center com
infraestrutura voltada à inteligência artificial pode mobilizar aproximadamente
R$ 25 bilhões em investimentos, gerar cerca de 12,5 mil empregos diretos e
indiretos durante sua implantação e criar aproximadamente 1.860 postos
permanentes, com efeitos sobre energia, construção, telecomunicações,
engenharia, serviços e tecnologia.
O Brasil possui mercado,
conectividade e uma matriz elétrica predominantemente renovável para disputar
esses investimentos. Mas as decisões de localização dos novos projetos estão
sendo tomadas agora. Cada empreendimento direcionado a outro país representa
investimentos, empregos e capacidade tecnológica que o Brasil deixa de
internalizar.
Com
informações da assessoria de imprensa



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