Do canteiro à arte: como o aço ganha novas formas e ocupa os espaços de Brasília
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Brasília (DF) - O aço costuma
ser associado a obras, estruturas, máquinas e grandes projetos de
infraestrutura. Em Brasília, no entanto, o material também ganha uma dimensão
artística. Presente em esculturas, monumentos e intervenções urbanas, o aço
permite que artistas e arquitetos explorem formas, volumes, resistência e
movimento, transformando um elemento industrial em linguagem artística.
Um exemplo dessa combinação
entre arte e engenharia é “A queda de Atlas”, obra do arquiteto, fotógrafo e
artista visual Anderson Schneider que será instalada em frente ao SESI Lab. Com
quase sete toneladas, a escultura é produzida em aço corten e concreto e
utiliza cabos de aço galvanizado para criar a impressão de que a estrutura está
suspensa e desafiando a gravidade. A obra também possui caráter interativo e
propõe uma reflexão sobre a exaustão e a cobrança por desempenho na vida
contemporânea.
A instalação, cuja inauguração
está prevista para a Noite no SESI Lab, em 25 de agosto, ganha ainda outro
significado ao aproximar a iniciativa privada da produção cultural. A Pinheiro
Ferragens participa como patrocinadora do projeto, contribuindo para a presença
de uma obra de grandes dimensões no espaço urbano de Brasília.
Para Janine Brito, presidente do LIDE Mulher Brasília e CEO da Pinheiro Ferragens e do Grupo Pinheiro de Brito, o patrocínio cultural também representa uma forma de reconhecer a relação entre indústria, criatividade e desenvolvimento econômico. “O aço faz parte da nossa história e está presente em praticamente tudo o que construímos, mas ele também pode ser matéria-prima para a expressão artística. Quando vemos uma obra como ‘A queda de Atlas’, percebemos que indústria, engenharia, arquitetura e arte não são universos separados. Eles podem se encontrar e produzir algo que transforma a relação das pessoas com a cidade”, afirma.
A escolha do aço para a obra
também evidencia a versatilidade do material. Tradicionalmente utilizado em
estruturas e construções pela resistência e durabilidade, ele pode assumir
diferentes formas e acabamentos quando incorporado à produção artística. No caso
de A queda de Atlas, a materialidade do aço é parte fundamental da experiência
visual e da própria narrativa da obra.
Arte também movimenta a
economia
A iniciativa ocorre em um
momento em que a economia criativa ganha relevância no Distrito Federal. Dados
do Panorama da Economia Criativa do DF, desenvolvido pela Universidade Católica
de Brasília com apoio da FAP-DF, apontam mais de 130 mil agentes criativos
formais, geração de mais de R$ 9 bilhões em riqueza e participação de 3,5% no
PIB local.
O número evidencia que cultura
e criatividade não são apenas campos de expressão, mas também integram uma
cadeia econômica formada por profissionais, empresas, fornecedores, produtores,
espaços culturais e patrocinadores. Reportagem do Correio Braziliense também destaca
que a economia criativa representa cerca de R$ 10 bilhões por ano no DF.
Nesse contexto, o patrocínio
privado pode desempenhar um papel importante na viabilização de projetos
culturais e na ocupação qualificada dos espaços urbanos. Para Janine, apoiar
uma obra de arte também significa investir na cidade e ampliar o acesso da
população à produção cultural. “Quando uma empresa apoia a cultura, ela não
está simplesmente colocando sua marca ao lado de uma obra. Está ajudando a
criar experiências, preservar a identidade da cidade e tornar a arte mais
acessível. Existe uma cadeia econômica por trás de cada projeto cultural, e o
setor privado pode contribuir para que essa cadeia continue crescendo”,
afirma.
A empresária também destaca
que a aproximação entre empresas e artistas pode gerar novas possibilidades de
colaboração, especialmente em uma cidade como Brasília, cuja arquitetura e
paisagem urbana já possuem forte relação com a arte e com o concreto, o aço e
as grandes estruturas. “Brasília nasceu de uma combinação muito particular
entre arquitetura, engenharia e arte. Trazer o aço para esse universo é, de
certa maneira, continuar essa conversa com a própria identidade da cidade. É
interessante perceber que um material tão associado à indústria pode também
provocar reflexão, emoção e novas formas de enxergar o espaço urbano”, conclui.
A instalação de A queda de
Atlas amplia essa relação ao transformar um material industrial em uma obra que
convida o público a parar, observar e questionar. A escultura faz referência ao
mito de Atlas, condenado a sustentar os céus, e utiliza essa imagem para
abordar a sobrecarga e a pressão por desempenho na vida contemporânea. Assim, o
projeto cria uma ponte entre indústria, arte e economia criativa, mostrando que
o aço pode ultrapassar sua função estrutural e se transformar também em
instrumento de criação, identidade e ocupação cultural da cidade.
Sobre a Pinheiro Ferragens
Fundada em 1960, a empresa nasceu com o objetivo de comercializar aço para a construção civil. De base familiar e pioneira na capital, foi responsável por oferecer grande parte dos materiais para a construção de Brasília. Atualmente, a empresa trabalha com um mix de mais de dois mil produtos comercializados e industrializados. Localizada no Setor de Indústrias de Brasília e Taguatinga, a loja possui moderna estrutura e serviços diferenciados.
Assista os vídeos
institucionais da Pinheiro Ferragens:
https://www.youtube.com/watch?v=Fj3vzzAvijk&list=WL&index=4
https://www.youtube.com/watch?v=tbAINAexhSI&list=WL&index=2
Serviço
Pinheiro SIA
Telefone: (61) 3012-8181
SIA Trecho 2/3 em frente ao
SEBRAE
Pinheiro Taguatinga
Telefone: (61) 3354-8181
QI 11 Lotes 2/26 Taguatinga/DF
Com informações da assessoria
de imprensa



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