Segurança Privada cresce, gera empregos e inicia novo ciclo com marco regulatório histórico
Anuário da Segurança Privada
2026 mostra crescimento do setor, aumento no número de vigilantes e
consolidação da nova legislação como impulsionadora do desenvolvimento da
atividade
Imagem Divulgação Sinttrav
MG
A Segurança Privada
brasileira vive um momento de transformação que já refletem em dados. O Anuário
da Segurança Privada 2026, divulgado pela Federação Nacional das Empresas
de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), apresenta um panorama
atualizado do setor e revela indicadores positivos de crescimento,
impulsionados pela retomada econômica e, principalmente, pela regulamentação da
Lei nº 14.967/2024, o Estatuto da Segurança Privada.
O levantamento reúne dados
oficiais da Polícia Federal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), da Associação Brasileira de Cursos de Formação e Aperfeiçoamento de
Vigilantes (ABCFAV) e de estudos elaborados pela consultoria econômica da
Fenavist, consolidando informações sobre faturamento, geração de empregos, empresas
autorizadas, fiscalização e perspectivas para o segmento.
Para o presidente da
Fenavist, Flávio Sandrini, os números refletem o início de uma nova fase para a
atividade. "A regulamentação do Estatuto da Segurança Privada representa
um divisor de águas para o setor. Passamos a contar com um ambiente regulatório
moderno, que amplia a segurança jurídica, fortalece a fiscalização e cria
condições para que as empresas possam crescer com responsabilidade, inovação e
competitividade", afirma.
Faturamento ultrapassa R$ 50
bilhões
De acordo com o Anuário,
a Segurança Privada movimentou R$ 50,5 bilhões em 2025, crescimento de 3,98% em
relação ao ano anterior, quando o setor registrou faturamento de R$ 48,6
bilhões. Desse total, R$ 44 bilhões foram provenientes dos serviços de
vigilância e Segurança Privada, enquanto R$ 6,5 bilhões correspondem ao
transporte de valores.
Apesar do crescimento, a
Fenavist ressalta que o faturamento não representa lucro. Trata-se de uma
atividade intensiva em mão de obra, na qual grande parte da receita é destinada
ao pagamento de salários, benefícios e tributos. Somente os acordos coletivos
firmados até abril de 2026 elevaram, em média, 6% os custos operacionais das
empresas.
"Os indicadores
demonstram que a Segurança Privada continua crescendo de forma consistente. No
entanto, é importante lembrar que esse avanço vem acompanhado de elevados
custos trabalhistas e tributários. Nosso desafio é garantir um ambiente que
permita o desenvolvimento sustentável das empresas e a valorização dos
profissionais", destaca Sandrini.
Número de vigilantes cresce pelo terceiro ano consecutivo
Outro dado que chama atenção
é a retomada da geração de empregos formais. Em março de 2026, o Brasil
contabilizava 588.420 vigilantes em atividade regular, um crescimento de 3% em
relação ao mesmo período do ano anterior.
Desse total, 565.495
profissionais atuam em empresas especializadas e 22.925 em empresas orgânicas,
responsáveis pela própria Segurança Privada.
O número de profissionais
habilitados também aumentou. Atualmente, 808.525 vigilantes estão com formação
e reciclagem em dia — alta de 6% em comparação a 2025 e o maior índice
registrado desde 2022.
Segundo Sandrini, a
qualificação profissional permanece como um dos maiores patrimônios do setor.
"A Segurança Privada brasileira é reconhecida pela qualificação dos seus
profissionais. A ampliação do número de vigilantes capacitados demonstra que o
setor está preparado para acompanhar a evolução tecnológica e atender às novas
demandas da sociedade com cada vez mais excelência”, complementa.
Estabilidade das empresas e
fortalecimento da fiscalização
O Anuário
também mostra estabilidade no número de empresas autorizadas pela Polícia
Federal. Atualmente, 4.809 estabelecimentos operam regularmente no país, sendo
2.909 empresas especializadas e 1.900 empresas orgânicas, representando
crescimento de 0,8% em relação ao ano anterior.
Na área de fiscalização, os
resultados também evidenciam maior rigor no combate à irregularidades. Em 2025,
foram aplicadas 3.117 sanções administrativas, contra 2.400 registradas em
2024. As multas ultrapassam R$ 10,4 milhões, reforçando o papel da fiscalização
na valorização das empresas que atuam dentro da legalidade.
Para o presidente da
Fenavist, o fortalecimento das ações fiscalizatórias representa um dos
principais avanços proporcionados pela regulamentação do Estatuto da Segurança
Privada. "Combater a clandestinidade significa proteger as empresas
regulares, os trabalhadores e toda a sociedade. A nova legislação oferece
instrumentos mais eficazes para ampliar a fiscalização e promover uma
concorrência leal, valorizando quem atua de forma responsável e dentro da lei”,
afirma.
Um setor preparado para o
futuro
Além de modernizar regras
históricas, a Lei nº 14.967/2024 consolidou atividades como segurança
eletrônica, monitoramento, gerenciamento de riscos e segurança em eventos
dentro de um ambiente regulado, favorecendo investimentos, inovação tecnológica
e novas oportunidades de negócios.
Na avaliação da Fenavist,
esse novo marco regulatório posiciona a Segurança Privada como uma atividade
cada vez mais estratégica para o desenvolvimento econômico e para o
fortalecimento da Segurança Pública, atuando de forma complementar na proteção
de pessoas, patrimônios e serviços essenciais. "Vivemos o início de uma
nova etapa. O Estatuto da Segurança Privada oferece as bases para um setor mais
moderno, transparente e preparado para crescer. Nossa missão é continuar
trabalhando para transformar esse potencial em desenvolvimento, geração de
empregos e mais segurança para toda a sociedade brasileira", conclui
Sandrini.
Confira o Anuário completo
O Anuário
da Segurança Privada 2026 reúne indicadores econômicos, estatísticos e
institucionais que retratam a evolução do setor no Brasil e os impactos do novo
marco regulatório.
A publicação completa já
está disponível no portal da Fenavist. Acesse, conheça os dados na íntegra e
acompanhe os principais indicadores que mostram a força e a importância da
Segurança Privada para o desenvolvimento do país.
https://fenavist.org.br/dados-seguranca-privada/
Sobre a Fenavist
Com 28
sindicatos filiados em todo o Brasil, a Federação Nacional das Empresas de
Segurança e Transporte de Valores (Fenavist) é a entidade que representa, em
âmbito nacional, os interesses das empresas de segurança privada e transporte
de valores. Atua junto às autoridades competentes na defesa dos direitos
da categoria, promovendo o diálogo institucional e a construção de soluções
para o setor.
A Federação também apoia a celebração de Convenções e Acordos Coletivos de
Trabalho. Desenvolve parcerias com entidades públicas e privadas, fortalecendo
a integração e o avanço de pautas estratégicas. Participa ainda de instâncias
relevantes como a CNC, o SESC, o SENAC e a Comissão Consultiva para Assuntos de
Segurança Privada (CCASP). Sua missão é assegurar melhores condições para o
desenvolvimento do setor, com respeito à diversidade e promoção dos direitos
humanos.
Saiba mais em: https://fenavist.org.br/
Com informações da
assessoria de imprensa




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