Quando o acolhimento termina: os desafios dos jovens que iniciam a vida adulta sem uma rede de apoio
Plano Nacional de
Convivência Familiar e Comunitária reflete a necessidade de fortalecer
políticas voltadas aos adolescentes e jovens egressos do acolhimento
Créditos: Magnific
Brasília (DF) - O novo Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária (PNCFC) 2025-2035 trouxe um avanço importante ao dedicar um eixo específico aos adolescentes e jovens egressos dos serviços de acolhimento. O documento reconhece que a proteção integral não termina quando o jovem completa 18 anos e deixa o sistema, mas deve incluir ações que favoreçam sua autonomia, inclusão social e acesso ao trabalho e à educação.
É justamente nesse momento
de transição que muitos jovens enfrentam seus maiores desafios. Sem uma rede
familiar estruturada, eles precisam construir a vida adulta enquanto buscam uma
profissão, renda e independência. O Plano Nacional destaca a importância da
articulação entre políticas públicas e da participação da sociedade para
ampliar oportunidades e fortalecer esse processo.
No Distrito Federal, o Grupo
Aconchego atua para transformar essa diretriz em realidade por meio do projeto
Jovem em Movimento, que busca construir parcerias com empresas de diversos
segmentos para ampliar as oportunidades de emprego, aprendizagem e capacitação
profissional destinadas a jovens que passaram pelo acolhimento.
Para Maria da Penha
Oliveira, psicóloga e coordenadora do Grupo Aconchego, a inserção no mercado de
trabalho representa muito mais do que uma fonte de renda. "Quando uma
empresa abre suas portas para um jovem egresso do acolhimento, ela não está
apenas oferecendo uma vaga de emprego. Está contribuindo para a construção da
autonomia, da autoestima e de um projeto de vida. O trabalho é um importante
instrumento de inclusão social", afirma.
Segundo ela, o envolvimento
do setor privado é essencial para que esses jovens tenham oportunidades
semelhantes às de outros adolescentes que contam com o apoio de suas famílias.
"Muitos jovens deixam o acolhimento sem uma rede de apoio consolidada. Por
isso, a participação das empresas é fundamental para oferecer experiências
profissionais, capacitação e a chance de desenvolver uma carreira. É um
investimento que transforma trajetórias e fortalece toda a sociedade",
complementa.
Ao incluir os jovens
egressos entre as prioridades da próxima década, o Plano Nacional reforça que
garantir o direito à convivência familiar e comunitária também significa
assegurar condições para que esses adolescentes ingressem na vida adulta com
dignidade, autonomia e oportunidades reais de desenvolvimento.
Nesse cenário, iniciativas
como o Jovem em Movimento demonstram que o compromisso com a proteção da
infância e da juventude também passa pela criação de pontes entre esses jovens
e o mercado de trabalho.
Sobre o Grupo Aconchego
O Aconchego é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, que trabalha em prol da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento familiar e institucional.
Filiado à Associação
Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD o Aconchego é reconhecido como
referência em Brasília e conta com grande projeção nacional na criação de
tecnologias sociais com vistas à garantia do direito das crianças e
adolescentes à convivência familiar e comunitária, por meio de ações de
intervenção com potencial para a transformação social e cultural.
Com informações da
assessoria de imprensa



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