O que é a Rosácea? Dermatologista explica doença revelada pelo goleiro Alisson Becker
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O médico Alessandro Alarcão
explica os sintomas, os fatores que desencadeiam crises e como o diagnóstico
precoce ajuda no controle da doença
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Créditos: Josi Girardelo |
Goiânia (GO) - O goleiro da
Seleção Brasileira, Alisson Becker, revelou recentemente que convive com
rosácea, doença inflamatória crônica que afeta principalmente a pele do rosto.
A declaração chamou a atenção para uma condição que ainda costuma ser
confundida com acne, alergias ou apenas uma pele mais sensível. Apesar de não
ter cura, a rosácea pode ser controlada quando identificada precocemente e
acompanhada por um dermatologista.
Segundo o dermatologista
Alessandro Alarcão, a doença acomete principalmente a região central da face,
como bochechas, nariz, testa e queixo, e está relacionada a fatores genéticos,
alterações do sistema imunológico, inflamação dos vasos sanguíneos e disfunções
da barreira cutânea.
"É muito comum ser confundida com acne porque alguns pacientes apresentam pápulas e pústulas, semelhantes às espinhas. Também pode ser confundida com alergias ou pele sensível devido à vermelhidão, ardência e sensação de queimação. No entanto, diferentemente da acne, a rosácea normalmente não apresenta cravos e, ao contrário das alergias, não é uma reação passageira, mas uma condição crônica que evolui em fases de melhora e piora", explica.
O especialista destaca que a doença vai além da vermelhidão no rosto.
"Hoje sabemos que a rosácea envolve alterações dos vasos sanguíneos, do
sistema imunológico e até do microbioma da pele."
Vermelhidão persistente pode ser um dos primeiros sinais
Embora muitas pessoas
associem o rosto avermelhado apenas ao calor ou à prática de exercícios
físicos, a rosácea apresenta características próprias. De acordo com Alessandro
Alarcão, os primeiros sintomas costumam surgir após exposição ao sol, calor
intenso, bebidas alcoólicas, alimentos condimentados, situações de estresse ou
atividades físicas.
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| Alisson Becker |
"No início, a vermelhidão aparece e desaparece. Com o passar do tempo, ela deixa de ser transitória e passa a permanecer mesmo em repouso. Também podem surgir vasos aparentes, sensação de ardor, queimação, aumento da sensibilidade da pele e lesões inflamatórias", afirma.
Outro sinal frequente,
segundo o dermatologista, é a dificuldade em tolerar produtos para cuidados com
a pele. "Muitos pacientes relatam que praticamente qualquer cosmético
provoca ardência ou desconforto."
Por isso, o especialista
recomenda procurar avaliação médica logo nas primeiras manifestações.
"Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de controlar a
inflamação, evitar a progressão da doença e preservar a qualidade da
pele."
Exercícios, alimentação e
rotina de cuidados influenciam no controle
Apesar de fatores como
calor, exposição solar e exercícios intensos poderem desencadear crises,
Alessandro Alarcão ressalta que a atividade física não deve ser interrompida.
"A prática de atividade
física é extremamente saudável. O objetivo é adaptar alguns cuidados, como
treinar em horários mais frescos, manter boa hidratação, utilizar fotoproteção
adequada e evitar ambientes excessivamente quentes."
A alimentação também pode
interferir no quadro clínico. Bebidas alcoólicas, principalmente vinho tinto,
alimentos muito apimentados, bebidas quentes e produtos ricos em capsaicina
estão entre os gatilhos mais comuns. Ainda assim, o dermatologista explica que
não existe uma dieta única para todos os pacientes.
"Cada pessoa possui
fatores desencadeantes diferentes. Uma parte importante do tratamento consiste
justamente em identificar esses gatilhos individuais."
Além disso, a rosácea também
pode afetar os olhos. A chamada rosácea ocular provoca sintomas como
vermelhidão, sensação de areia, ardor, lacrimejamento, ressecamento e
sensibilidade à luz. Em situações mais graves, pode haver comprometimento da
córnea, exigindo avaliação oftalmológica.
Atualmente, o tratamento
combina medicamentos tópicos e orais com tecnologias como lasers vasculares,
fontes de luz e protocolos específicos para reduzir a inflamação e a
vermelhidão. Segundo Alessandro Alarcão, a escolha depende das características
de cada paciente.
"O tratamento deve ser
individualizado. Hoje conseguimos controlar a inflamação, reduzir
significativamente a vermelhidão, diminuir os vasos aparentes e evitar novas
crises. Muitos pacientes permanecem longos períodos praticamente sem sintomas
quando seguem corretamente o tratamento."
O dermatologista também
alerta para a automedicação. Entre os erros mais comuns estão o uso de produtos
abrasivos, ácidos em altas concentrações e corticoides tópicos sem orientação
médica, que podem agravar a doença.
"A rosácea não deve ser
encarada apenas como um problema estético. Trata-se de uma doença inflamatória
crônica que pode impactar a autoestima e a qualidade de vida. Com diagnóstico
precoce e tratamento individualizado, é possível controlar a doença de forma
muito eficaz", conclui Alarcão.
Com informações da assessoria de
imprensa




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