Mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a votar nas Eleições 2026
Crescimento foi de quase de
2,3 milhões de pessoas (1,46%) em comparação com o pleito de 2022
Eleitora votando na eleição
suplementar de Roraima. Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE
No dia 4 de outubro,
primeiro turno das Eleições 2026, 158.745.463 eleitores e eleitoras poderão
comparecer às urnas para escolher os novos representantes políticos. O
crescimento foi de 2.291.452 de pessoas (1,46%) em comparação com o pleito de
2022. Em 2026, estão em disputa os cargos de presidente da República,
governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital.
Entre o período analisado, o
eleitorado do Norte foi o que mais cresceu proporcionalmente, passando de
12.560.410 pessoas em 2022 para 13.109.354 em 2026. O acréscimo foi de 548.944
eleitores e eleitoras, alta de 4,37%. Com isso, a região passou a concentrar
8,26% do eleitorado nacional.
Outro destaque foi o
crescimento do eleitorado no exterior, são 918.876 eleitores fora do país, um
aumento de 221.798 nesse extrato do eleitorado (31,82%) em relação a 2022
(697.078).
Proporcionalmente, os
maiores avanços ocorreram nos estados de Roraima (9,63%), Tocantins (8,07%) e
Mato Grosso (6,84%). Já o Rio de Janeiro, chegou a 12.857.000 eleitores e
eleitoras em 2026, com crescimento mais moderado no período: 29.704 novos
eleitores, registrando um aumento de apenas 0,23%.
Outras Regiões
O Centro-Oeste também
cresceu acima da média nacional: passou de 11.539.323 para 11.997.001 eleitores,
com acréscimo de 457.678 pessoas, ou 3,97%, e chegou a 7,56% do total do país.
O Nordeste chegou a 43.529.845, um crescimento de 1.138.869 eleitoras e
eleitores, com aumento proporcional de 2,69% em relação a 2022 (42.390.976) — a
região tem 27,42% do eleitorado nacional.
No Sul, o eleitorado passou
de 22.558.759 para 22.861.012 pessoas, com um aumento de 302.253 eleitores
(1,34%). A região representa 14,40% do eleitorado nacional em 2026. Já o
Sudeste, apesar de continuar concentrando a maior parcela de eleitoras e
eleitores do país, teve leve queda no período: passou de 66.707.465 para
66.329.375 pessoas aptas a votar, redução de 378.090 eleitores (0,56%). Sua
participação no eleitorado nacional recuou de 42,64% para 41,78%.
Maiores colégios eleitorais
Entre as unidades da
Federação, São Paulo segue como o maior colégio eleitoral do país, com
34.104.226 eleitores e eleitoras, ou 21,48% do total. Em seguida aparecem Minas
Gerais, com 16.377.659 pessoas aptas a votar (10,32%); Rio de Janeiro, com 12.857.000
(8,10%); Bahia, com 11.321.005 (7,13%); e Paraná, com 8.609.026 (5,42%).
Juntos, os cinco maiores colégios eleitorais reúnem 83.268.916 eleitores e
eleitoras, o equivalente a 52,45% do eleitorado brasileiro.
Diversidade
As estatísticas eleitorais
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também indicam que as Eleições 2026 terão
o cadastro eleitoral mais diverso da série analisada. Como a autodeclaração de
raça e cor passou a compor a base comparável apenas após as Eleições Gerais de
2022, a leitura possível é a comparação com as Eleições Municipais de 2024. É
importante observar que o município de Fernando de Noronha (PE) e o Distrito
Federal não compõem o eleitorado das eleições municipais, o que diminui o
quantitativo de eleitores em 2024.
Nesse intervalo, o número de
pessoas sem informação de raça ou cor caiu de 140.038.765 (89,82%) para
126.004.656 (79,38%), redução de 14.034.109 registros.
Com o maior preenchimento da
autodeclaração, todas as categorias informadas cresceram. O eleitorado pardo
quase dobrou, passando de 8.503.206 pessoas em 2024 para 16.945.954 em 2026. O
eleitorado preto também quase dobrou, de 1.808.529 para 3.586.952 pessoas.
Entre pessoas amarelas, o total mais que dobrou, de 114.389 para 229.540
eleitores. O eleitorado indígena passou de 155.661 para 287.157, alta de
84,47%. Também houve crescimento expressivo do registro de pessoas brancas
autodeclaradas, que passaram de 5.292.130 para 11.691.204, mais que o dobro do
total de 2024.
Os dados também apontam para
a manutenção do eleitorado majoritariamente feminino. Em 2026, as mulheres
somam 83.877.126 eleitoras, o equivalente a 52,84% do total nacional. Em 2022,
eram 82.373.164 (52,65%). No mesmo período, o eleitorado masculino passou de
74.044.065 para 74.845.001, crescimento de 800.936 eleitores (1,08%).
Faixa etária
A análise por faixa etária
indica um eleitorado mais concentrado nas idades adultas e com crescimento do
peso das faixas mais velhas. Em 2026, o maior grupo é o de 40 a 44 anos, com
15.994.391 pessoas, ou 10,08% do eleitorado nacional. Em seguida aparecem as
faixas de 45 a 49 anos, com 15.271.754 eleitores; 35 a 39 anos, com 15.262.815;
30 a 34 anos, com 15.178.204; e de 25 a 29 anos, com 14.990.259.
No recorte agregado, as
pessoas com 60 anos ou mais passaram de 32.891.438 em 2022 para 37.457.537 em
2026, crescimento de 4.566.099 eleitores. A participação desse grupo no
eleitorado nacional subiu de 21,02% para 23,60%. Já a faixa de 21 a 34 anos
caiu de 43.819.788 para 41.037.601 pessoas, passando de 28,01% para 25,85% do
total.
O movimento aponta para uma
composição etária mais envelhecida do eleitorado no período recente.
Eleitorado jovem
Entre os eleitores mais
jovens, com 18 anos ou menos, o cadastro das Eleições 2026 reúne 3.571.159
pessoas, o equivalente a 2,25% do eleitorado nacional. O número ficou
praticamente estável em relação às Eleições Gerais de 2022, quando eram
4.177.627 jovens nessa faixa, queda de 606.468 registros (14,52%).
Regionalmente, o Nordeste
concentra o maior contingente de jovens de até 18 anos, com 1.315.104 eleitores
nessa faixa, 3,02% do eleitorado da região. Em seguida aparecem o Sudeste, com
1.074.280 jovens; o Norte, com 478.070; o Sul, com 410.993; e o Centro-Oeste,
com 283.436.
Com informações da
assessoria de imprensa




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