Febrac defende especificidades do setor de serviços no debate sobre o fim da escala 6x1
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Antônio Rabelo, Vice
Presidente Regional da Febrac - créditos: divulgação
A Federação Nacional das
Empresas Prestadoras de Serviços (Febrac) defendeu nesta quarta-feira (1º), no
plenário do Senado, que a proposta de fim da escala 6x1 leve em conta a
realidade operacional do setor de serviços, especialmente em atividades que
dependem de jornadas de revezamento.
A discussão ocorreu durante
Sessão de Debates Temáticos do Senado Federal sobre os impactos sociais,
econômicos e produtivos da PEC nº 221/2019, que reduz a jornada semanal de
trabalho de 44 para 40 horas e extingue a escala de seis dias de trabalho por
um de descanso, sem redução salarial. O texto ainda não começou a tramitar
formalmente na Casa.
Representando a Febrac, o
vice-presidente regional Centro-Oeste da entidade, Antônio Rabello, apresentou
a visão da federação ao destacar os reflexos que uma eventual alteração na
jornada de trabalho poderá trazer para um segmento intensivo em mão de obra.
"A Febrac não se posiciona contra a discussão sobre a redução da jornada
de trabalho. O ponto central para o setor é que a proposta preserve a possibilidade
de negociação das escalas, respeitando as especificidades de cada atividade
econômica. Modelos como a jornada 12x36 são essenciais para o funcionamento de
hospitais, escolas, condomínios e diversos serviços indispensáveis à
sociedade", afirmou Rabello.
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Segundo o vice-presidente regional, a principal preocupação da entidade é assegurar que eventuais mudanças na legislação trabalhista não inviabilizem modelos de jornada amplamente utilizados em serviços essenciais, como a escala 12x36, em que o trabalhador cumpre 12 horas de jornada e descansa pelas 36 horas seguintes. Rabello afirmou que a redação aprovada na Câmara dos Deputados pode inviabilizar esse formato ao exigir dois dias consecutivos de folga por semana, regra incompatível com a lógica de revezamento que sustenta esse tipo de jornada.
De acordo com ele, a base
representada pela Febrac reúne cerca de 2,7 milhões de trabalhadores, muitos
deles vinculados a atividades que dependem da escala 12x36 para garantir a
continuidade dos serviços e a preservação dos postos de trabalho. "O
Senado tem um papel fundamental como Casa revisora para aprofundar esse debate.
Defendemos a manutenção da prevalência do negociado sobre o legislado,
permitindo que trabalhadores e empregadores encontrem soluções equilibradas
para cada realidade. Não é possível tratar todos os setores da economia da
mesma forma, sem considerar suas diferenças, suas especificidades e os impactos
sobre a geração de empregos", concluiu.
A sessão foi presidida pelos
senadores Laércio Oliveira (PP-SE) e Paulo Paim (PT-RS). Ao encerrar a fala de
Rabello, Paim comentou a posição apresentada pela Febrac. "A Febrac
defende que o Senado aprofunde o debate sobre escalas especiais, como a 12x36,
levando em consideração a realidade de cada setor e isso é importante",
afirmou.
O debate reuniu
representantes dos trabalhadores, do setor produtivo, especialistas,
parlamentares e integrantes do governo. Participaram da sessão os ministros
Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego, Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da
Presidência e Paulo Henrique Rodrigues Pereira, do Empreendedorismo, entre
outros. Representantes empresariais apontaram risco de aumento de custos com a
medida e defenderam cautela na análise da proposta. Também pediram que a
discussão não seja pautada pelo calendário eleitoral. A data de votação da PEC
ainda será definida pela Presidência do Senado.
Sobre a Febrac
A Federação Nacional das
Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac) foi criada
para representar os interesses dos setores de serviços de Asseio e Conservação.
Hoje, representa 12 setores ligados à terceirização de mão de obra
especializada.
Com sede em Brasília, a
federação agrega sindicatos nas 27 unidades federativas do país e ocupa cargos
na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), nos
Conselhos Nacionais do SESC e do SENAC, na Central Brasileira de Apoio ao Setor
de Serviços (CEBRASSE) e na Câmara Brasileira de Serviços Terceirizáveis e na
World Federation of Building Service Contractors (WFBSC). A Febrac tem como
objetivo cuidar, organizar, defender e zelar pela organização das atividades
por ela representadas.
Com informações da
assessoria de imprensa




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