Caso Banco Master ainda deve render novos capítulos e favorecer Lula, avaliam deputados e senadores
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| Pesquisa do Ranking dos Políticos mostra que deputados e senadores veem desgaste maior para a oposição e acreditam que novas revelações ainda podem influenciar a corrida presidencial |
Embora o caso Banco Master ainda esteja em andamento, a maior parte do Congresso acredita que seus efeitos eleitorais, neste momento, favorecem mais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A conclusão é de pesquisa inédita do Ranking dos Políticos, realizada com deputados federais e senadores entre os dias 1º e 10 de julho.
No consolidado, 49,1% dos deputados e 57,1% dos senadores avaliam que o episódio beneficia Lula. Já os que enxergam vantagem para Flávio Bolsonaro representam 36,4% na Câmara e 21,5% no Senado.
O levantamento, porém, mostra que essa percepção muda conforme o posicionamento ideológico dos parlamentares. Entre os congressistas de esquerda, predomina de forma ampla a avaliação de que o caso produz maior desgaste para a oposição e tende a favorecer o presidente Lula. No centro, embora haja mais divisão, a percepção também se inclina para um impacto eleitoral mais negativo ao campo bolsonarista do que ao governo.
Uma leitura destacada pelo diretor-geral do Ranking dos Políticos, Juan Carlos Arruda, é que o centro político tende a funcionar como um termômetro da percepção predominante em Brasília. "A esquerda e a direita respondem, em certa medida, de acordo com suas posições políticas. O dado mais interessante está no centro, que costuma refletir uma leitura mais pragmática do ambiente político. E hoje essa percepção está mais próxima da avaliação de que o caso gera um desgaste maior para a oposição do que para o governo", explicou Arruda.
Já entre os parlamentares de direita, a leitura se inverte. A maioria considera que o caso pode produzir efeitos mais favoráveis ao senador Flávio Bolsonaro ou, ao menos, rejeita a avaliação de que o episódio fortaleça eleitoralmente Lula. Os dados evidenciam que a interpretação sobre o caso acompanha, em grande medida, a divisão política existente no Congresso.
Outro ponto de convergência
chama atenção, independentemente da posição ideológica, há consenso de que o
caso está longe do fim. Mais de oito em cada dez deputados e quase 80% dos
senadores acreditam que ainda haverá novos desdobramentos capazes de alterar o
cenário político. O centro (48,4%) na Câmara acredita que as novas revelações
tendem a prejudicar mais o governo Lula. Já no Senado, o a maioria dos
parlamentares de centro acreditam que as novas revelações tendem a atrapalhar
mais a oposição (50%).
Para Arruda, o aspecto mais relevante da pesquisa não é apenas quem aparece como beneficiado neste momento, mas a expectativa de continuidade da crise. "Os números mostram que o Congresso ainda não considera o caso Banco Master encerrado. Há diferenças naturais entre esquerda, centro e direita sobre quem está sendo mais afetado hoje, mas existe o consenso de que a história ainda terá novos capítulos e esses desdobramentos podem influenciar diretamente a disputa presidencial de 2026", concluiu o diretor-geral do Ranking dos Políticos.
Com informações da
assessoria de imprensa



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