Cachorra encontrada se arrastando pelas ruas precisa de abrigo e mobiliza corrente de solidariedade no Distrito Federal
Resgatada por protetora que
já cuida de dois cães com deficiência, cadela busca um lar temporário ou
definitivo para continuar o tratamento.
Brasília (DF) - Uma cachorra
sem raça definida, encontrada se arrastando pelas ruas do Distrito Federal,
precisa com urgência de um lar temporário ou definitivo. Sem conseguir
movimentar as patas traseiras, ela foi resgatada por Marluce Gomes da Silva,
que não conseguiu ignorar a situação de sofrimento em que o animal se
encontrava.
Marluce já dedica parte da
sua rotina aos cuidados de dois cães com deficiência, que exigem atenção
diária, acompanhamento e adaptações. Mesmo assim, acolheu a cadela para
garantir que ela tivesse atendimento veterinário e não permanecesse abandonada
nas ruas. Agora, porém, ela faz um apelo à população: não possui condições
financeiras nem estrutura para assumir mais um animal com necessidades
especiais.
Durante o atendimento
veterinário, a cadela foi submetida a uma tomografia da coluna. O exame apontou
que a coluna toracolombar e lombossacra está dentro da normalidade, sem
fraturas, compressões ou outras alterações estruturais que expliquem a perda
dos movimentos das patas traseiras. O laudo também informa que, diante do
quadro clínico, uma ressonância magnética poderá ser necessária para investigar
possíveis alterações no cordão medular, que não são visualizadas pela
tomografia.
Ainda não há um diagnóstico definitivo sobre a causa da deficiência. Existe a suspeita de que a cadela possa ter sido vítima de maus-tratos ou violência, hipótese que dependerá de investigação e avaliação veterinária. Enquanto isso, ela segue precisando de cuidados, exames complementares e, principalmente, de um ambiente seguro onde possa continuar sua recuperação.
A história evidencia a
realidade enfrentada diariamente por protetores independentes, que
frequentemente assumem o resgate de animais em situação de abandono sem contar
com apoio suficiente. Neste caso, a esperança é que a divulgação pela imprensa
sensibilize a população e possibilite que a cadela encontre uma família ou uma
instituição capaz de oferecer os cuidados de que necessita.
Com informações do jornalista Bruninho
Afonso





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