Abrati defende isonomia regulatória e proteção ao trabalhador em audiência pública no Senado
A Associação Brasileira das
Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) participou, nesta
quarta-feira (15), da audiência pública promovida pela Comissão de Assuntos
Sociais (CAS) do Senado Federal para discutir a regulamentação do trabalho por
aplicativos no Brasil. O debate reuniu representantes de trabalhadores,
especialistas, órgãos públicos, entidades empresariais e organizações da sociedade
civil para discutir diretrizes voltadas à proteção dos trabalhadores e dos
usuários dos serviços de transporte.
Representando a entidade, a
diretora-geral da Abrati, Letícia Pineschi, defendeu que a regulamentação
preserve a isonomia entre todos os agentes que atuam no transporte de
passageiros, assegurando os mesmos direitos, deveres e responsabilidades para
empresas operadoras e aplicativos que conectam passageiros e condutores.
"O que trago ao debate
é objetivo: que a regulação do trabalho por aplicativos no transporte não crie
dois pesos e duas medidas. Que os condutores tenham nos aplicativos e
plataformas um lugar seguro, e não de risco e desamparo laboral, e que empresas
regulares e plataformas digitais estejam submetidas às mesmas obrigações."
Durante sua participação,
Letícia destacou que o transporte rodoviário é um serviço público essencial,
submetido a regras que garantem segurança, continuidade da operação, atendem
gratuidades previstas em lei, são fiscalizadas e cobrem linhas socialmente relevantes.
A diretora-geral da Abrati também alertou para os riscos da atuação de
plataformas que operam à margem da regulamentação, sem assumir as mesmas
responsabilidades impostas às empresas autorizadas.
"A plataforma não é
apenas uma intermediadora tecnológica quando atua no transporte de pessoas. Não
é apenas ferramenta. Toda tecnologia incorpora, em seu próprio design,
escolhas de valor, relações de poder e visões de mundo e como tal, deve
responder por suas consequencias, ter responsabilidades."
Outro ponto enfatizado pela
maioria dos participantes da mesa foi a necessidade de que a regulamentação
também assegure condições dignas de trabalho aos motoristas, evitando relações
laborais precárias e garantindo segurança tanto para os profissionais quanto para
os passageiros.
Ao concluir sua
participação, Letícia reforçou que inovação e tecnologia são bem-vindas, desde
que estejam inseridas dentro do marco legal do transporte de passageiros.
"O que está em jogo é definir se a inovação tecnológica vai ocorrer dentro
da lei ou à margem dela."
Com informações da
assessoria de imprensa



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