Frenlogi articula nova rota pela Bolívia para fortalecer exportações do agronegócio
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Em reunião estratégica
realizada nesta quarta-feira (24), no gabinete da Frente Parlamentar Mista de
Logística e Infraestrutura (Frenlogi), no Senado Federal, lideranças políticas
e representantes do setor debateram medidas para viabilizar e acelerar a
implantação da Rodovia Bioceânica – considerada uma das principais alternativas
para fortalecer a conexão do Brasil com os mercados da América do Sul e da
Ásia, sobretudo, a China.
O encontro foi conduzido
pelo diretor institucional da Frenlogi, Edinho Bez, e teve como foco a
superação de entraves burocráticos e de infraestrutura para conectar Mato
Grosso aos portos do Oceano Pacífico por meio da Bolívia, ampliando as opções
de escoamento da produção nacional.
Participaram da reunião
André Bringsken, prefeito de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT); Nelson
Andrade, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); Pedro Lacerda,
presidente do Comitê de Integração Brasil-Bolívia; os ex-senadores José Lacerda
e Márcio Lacerda; Elisabeth Batista, da Universidade de Mato Grosso (UNEMAT); e
a equipe da Frenlogi Mauro Barbosa e Fernando Damasceno.
Durante os debates, os
participantes destacaram o potencial do corredor bioceânico para ampliar
mercados para o agronegócio brasileiro, aumentar a competitividade dos produtos
nacionais e fortalecer a integração regional por meio da Bolívia.
Márcio Lacerda ressaltou a
evolução econômica de Mato Grosso e seu protagonismo no agronegócio nacional, lembrando
a trajetória de desenvolvimento que transformou o estado em um dos maiores
produtores agrícolas do país.
Representando o Mapa, Nelson
Andrade enfatizou a importância estratégica de Mato Grosso para a logística
nacional e para o abastecimento do agronegócio. “O estado de Mato Grosso
consome 40% de todo fertilizante que entra dentro do país. E, se a gente olhar
numa questão geográfica, o estado de Mato Grosso está no centro da América”,
afirmou.
Segundo ele, a ampliação dos
corredores de transporte representa mais eficiência e liberdade de escolha para
o produtor rural. “Dar opção aos produtores para escolher sua melhor
alternativa. Quando a gente fala de abrir novas rotas, seja pelo Paraguai, por
Porto Murtinho ou pela Bolívia, é dar opção ao produtor”, destacou.
Na avaliação dos
participantes, a Rodovia Bioceânica poderá se consolidar como uma alternativa
estratégica de acesso aos portos do Pacífico, diversificando as rotas de
exportação e importação e reduzindo o tempo de deslocamento do transporte de
cargas e insumos.
Entre os principais desafios
apontados pelos participantes está a falta de infraestrutura na região de
fronteira entre Brasil e Bolívia. O prefeito de Vila Bela da Santíssima
Trindade, André Bringsken, destacou que ainda existe um trecho de cerca de 79
quilômetros sem pavimentação adequada em Mato Grosso, considerado um dos
principais entraves para a consolidação da rota.
“Habilitar pontos de
fronteira é um papel em que eu acho que a Frenlogi pode nos ajudar”, afirmou.
Segundo os participantes, a
ausência de infraestrutura básica impede a oficialização do ponto de passagem
internacional. A avaliação é que a conclusão de trechos estratégicos de
pavimentação é condição necessária para a instalação dos órgãos de fiscalização
e controle.
Outro gargalo apontado é a
necessidade de implantação de uma aduana e de estruturas da Receita Federal na
fronteira, consideradas fundamentais para viabilizar o trânsito regular de
mercadorias entre os dois países.
Também foram discutidas
limitações na conectividade aérea da região. A falta de alfandegamento do
aeroporto impede a operação de voos internacionais, como uma eventual ligação
direta entre Cuiabá e Santa Cruz de La Sierra, proposta defendida pelos
participantes como forma de fortalecer a integração econômica e comercial.
Além das intervenções em
território brasileiro, os debatedores ressaltaram a importância da conclusão de
obras e acordos em solo boliviano para assegurar a continuidade do corredor
logístico até os portos do Oceano Pacífico.
Durante a reunião, Edinho
Bez propôs — com concordância dos participantes — a elaboração de um documento
consolidando as principais demandas apresentadas no encontro. A proposta é
encaminhar o material aos ministérios e órgãos federais responsáveis pela
infraestrutura e promover uma reunião ampliada com representantes do DNIT, do
Ministério dos Transportes, do Ministério do Meio Ambiente e dos governos
estaduais envolvidos.
Para a Frenlogi, a Rodovia
Bioceânica representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a integração
continental, ampliar a competitividade da produção brasileira e criar novas
alternativas de acesso aos mercados internacionais por meio de corredores mais
eficientes.
Com informações Kathia
Marçal, assessoria de imprensa



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