Fica 2026 começa nesta terça-feira com programação internacional, shows nacionais e recorde de atividades formativas
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Com o tema “Água e Clima no
Brasil das Nascentes”, festival reúne 38 produções audiovisuais e transforma o
Cerrado e seus recursos hídricos em foco do debate ambiental até 21 de junho,
na cidade de Goiás
Foto: Cidade de Goiás recebe a 27ª
edição do Fica, um dos maiores festivais de cinema ambiental do mundo/ Créditos:
Cidade de Goiás (GO) - A
histórica cidade de Goiás, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Histórico da
Humanidade, abre nesta terça-feira (16/06) a 27ª edição do Festival
Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica). Até o dia 21 de junho, o
município sedia uma das mais respeitadas mostras de cinema ambiental do mundo, com
programação inteiramente gratuita e o tema “Água e Clima no Brasil das
Nascentes”, que coloca a preservação das nascentes e os efeitos das mudanças
climáticas no foco do debate.
A abertura oficial acontece às 19h, no Cine Teatro São Joaquim, com a exibição
do filme A Curva do Rio, de Kassio Pires. Na sequência, às 22h30, o Palco do
Coreto recebe show da cantora Lourany Cruz. As tradicionais mostras
competitivas têm início na quarta-feira (17/06) e seguem até sábado (20/06).
Promovido desde 1999, o Fica é realizado pelo Governo de Goiás, por meio da
Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás), em correalização com a
Universidade Federal de Goiás (UFG), e reúne cineastas, pesquisadores,
estudantes e o público em geral em torno do diálogo entre arte, ciência e meio
ambiente.
A escolha do tema reforça a vocação ambiental do festival. O Cerrado, conhecido
como o berço das águas, abriga nascentes que abastecem grandes bacias
hidrográficas do país, um patrimônio natural ameaçado por desmatamento,
queimadas e uso insustentável do solo. A proposta do Fica é transformar o
cinema em instrumento de sensibilização e de mobilização diante desses
desafios. O investimento total na edição soma R$ 6,1 milhões.
A programação competitiva reúne 38 produções audiovisuais, entre longas, curtas
e médias-metragens, vindas de sete países, Brasil, Canadá, Polônia, Áustria,
Irã, Colômbia e Bélgica. O Brasil lidera a seleção, com 31 obras, e Goiás
aparece como o estado de maior participação, somando 19 produções. Os trabalhos
se distribuem em quatro mostras competitivas:
Mostra Internacional Washington Novaes, que reúne longas e curtas-metragens de
diferentes continentes; a Mostra Cinema Indígena e Povos Tradicionais, dedicada
a narrativas ligadas aos territórios e à ancestralidade; a Mostra Cinema
Goiano, voltada à produção audiovisual do estado; e a Mostra Becos da Minha
Terra, com obras relacionadas à cidade de Goiás e ao território vilaboense.
As premiações variam de R$ 10 mil a R$ 35 mil. Na Mostra Competitiva Internacional Washington Novaes, o Prêmio Cora Coralina, de R$ 35 mil, contempla o melhor longa-metragem, enquanto o Prêmio Acari Passos, de R$ 15 mil, reconhece o melhor curta ou média-metragem. O Prêmio João Bennio, de R$ 20 mil, é destinado ao melhor filme goiano. Nesta edição, categorias técnicas como direção de fotografia, roteiro, montagem, som e direção de arte passam a receber valores equivalentes, o que reforça o reconhecimento equilibrado das diferentes áreas que compõem um filme.
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Shows nacionais, cultura popular e a Copa do Mundo
Além das sessões de cinema,
o público encontra uma ampla agenda cultural gratuita, com shows nacionais,
manifestações de cultura popular, capoeira, circo e rodas de poesia. Os
destaques musicais ficam por conta de Xande de Pilares, na sexta-feira (19/06),
Vanessa da Mata, no sábado (20/06), com a turnê “Todas Elas”, e Marcelo Falcão,
no domingo (21/06). Na noite de sexta, antes do show de Xande de Pilares, o
festival transmite a partida entre Brasil e Haiti pela Copa do Mundo em telões instalados
na Praça de Eventos, unindo esporte e música.
Novidades, oficinas e debates
A edição traz como novidade
o Bike Cine, experiência de cinema ao ar livre movida a energia limpa, na qual
o público pedala bicicletas que geram a eletricidade da projeção. A formação de
público e a qualificação profissional alcançam, nesta edição, o maior número de
ações da história do festival. Serão realizadas 20 oficinas gratuitas no
Colégio Sant’Ana, na cidade de Goiás, abordando temas como operação de drones,
celumetragem, elaboração de projetos de documentário, comunicação ambiental,
entre outros.
Além da programação
promovida no colégio, as oportunidades de aprendizado se estendem a outros
espaços do evento. A Tenda da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura da
cidade de Goiás, a Tenda Multiétnica e diversos estandes do Fica Compartilhado
também oferecem cursos, vivências e experiências educativas gratuitas,
ampliando as possibilidades de troca de conhecimentos e participação do
público.
Os debates ganham espaço no Fórum Horizontes, que reúne 24 ações, entre
painéis, rodas de conversa, workshops e encontros sobre mudanças climáticas,
biodiversidade, patrimônio cultural e direitos indígenas. Entre os convidados
está a chef de cozinha e ativista Bela Gil, que participa, no sábado (20/06),
às 16h30, no Parque da Carioca, da roda de conversa “Redes do Cerrado”, ao lado
da cientista Márcia Cristina Bernardes Barbosa.
O festival também estreia a
Mostra ECOA – Encontro de Cinema, Olhares e Ancestralidades –, com dez
documentários produzidos por estudantes da rede pública, exibidos no dia 17 de
junho, às 16h, no Palácio da Instrução.
No campo da gastronomia, o Fica Gastronômico reúne restaurantes locais em um
concurso de votação popular, com premiação em dinheiro para os três
estabelecimentos mais bem avaliados. A 27ª edição ainda presta homenagem ao
artista visual Dalton Paula, ao cineasta Paulo Coelho Nunes (in memoriam) e ao
dramaturgo Filipe Bragança, nomes que projetam a cultura goiana no Brasil e no
exterior.
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Projeção mapeada
Entre as atrações do
festival, a projeção mapeada assinada pelo artista multimídia goiano VJ
Paulinho Pessoa promete transformar o centro histórico da cidade de Goiás em
uma grande tela a céu aberto, em diferentes pontos da cidade.
Inspirada no tema “Água e Clima no Brasil das Nascentes”, a intervenção visual
reúne imagens do Cerrado, das águas brasileiras e da memória de Vila Boa,
valorizando seu patrimônio histórico às vésperas dos 300 anos do município.
Para a secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, a programação desta edição
reafirma o papel do festival como espaço de encontro entre diferentes saberes,
linguagens e experiências.
“O Fica é um patrimônio
cultural de Goiás e um dos mais importantes festivais de cinema ambiental do mundo.
Nesta edição, construímos uma programação plural, que reúne produções
audiovisuais de excelência, convidados de referência nacional e internacional,
atividades formativas e debates fundamentais para o nosso tempo. É um convite
para que o público vivencie a cultura, o cinema e a reflexão sobre o futuro do
planeta”, destaca.
O encerramento do festival está marcado para o dia 21 de junho, às 10h, Cine no
Cine Teatro São Joaquim, com a cerimônia de premiação das produções vencedoras
e a reapresentação dos filmes premiados.
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Sobre o Fica
O Festival Internacional de
Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) é um dos maiores festivais de cinema ambiental
do mundo, realizado anualmente na cidade de Goiás. Desde 1999, consolida-se
como espaço plural de convergência entre arte, ciência, ativismo e educação
ambiental, atraindo realizadores e públicos de diferentes países.
O Fica 2026 é promovido pelo
Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás),
em correalização com a Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio da
Fundação RTVE, e colaboração estratégica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e
da Saneago.
O festival ainda conta com a cooperação da Unesco, por meio de sua Cátedra Saberes Patrimoniais, Biodiversidade e Cidadania; Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI); Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), por meio do Museu dos Povos Indígenas; e MapBiomas; além das secretarias de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), da Saúde (SES), de Esporte e Lazer (Seel), da Educação (Seduc), da Economia, de Desenvolvimento Social (Seds) e da Retomada. Integram ainda a realização o Goiás Social, Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, a Polícia Militar de Goiás, Universidade Estadual de Goiás (UEG), o Instituto Federal Goiano (IF Goiano), Prefeitura de Goiás, Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan) e Lanterna mágica.
Serviço:
Data: 16 a 21 de junho
de 2026, com abertura na terça-feira (16/06), às 19h
Local: Cidade de Goiás,
Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco
Ingresso: Programação
gratuita
Programação: fica.go.gov.br
Com
informações da assessoria de imprensa
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