Dia Mundial do Refugiado: Fraternidade Sem Fronteiras transforma a realidade de mais de 3400 pessoas refugiadas na África
Projetos da organização
atuam junto a pessoas que foram forçadas a deixar seus países por guerras,
conflitos armados e violações de direitos humanos
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Créditos: Divulgação -
Fraternidade Sem Fronteira |
No dia 20 de junho, o mundo
volta os olhos para uma das maiores crises humanitárias da atualidade: o
deslocamento forçado de milhões de pessoas que precisaram abandonar suas casas
para sobreviver.
Dados do Alto Comissariado
das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) apontam que mais de 117,3 milhões de
pessoas em todo o mundo foram forçadas a se deslocar em razão de perseguições,
conflitos, violência, violações de direitos humanos e graves crises
humanitárias. O número representa mais de uma pessoa deslocada para cada 70
habitantes do planeta.
Para essa realidade, a
Fraternidade Sem Fronteiras (FSF) mantém dois projetos humanitários que atendem
diretamente pessoas refugiadas no continente africano no Malawi, com o projeto
Nação Ubuntu, e no Burundi, com o projeto Órfãos do Congo.
Refugiados
e migrantes: entenda a diferença
Embora os termos sejam
frequentemente utilizados como sinônimos, refugiados e migrantes vivem
situações muito diferentes.
Os migrantes deixam os
países de origem por decisão própria, geralmente em busca de trabalho, estudo,
novas oportunidades ou melhores condições de vida.
Já os refugiados não têm
escolha.
São pessoas obrigadas a
fugir para preservar a própria vida e a segurança das famílias. Entre as
principais causas estão guerras, perseguições, violência e violações de
direitos humanos. Em muitos casos, deixar o país é a única alternativa para
sobreviver.
A
crise humanitária na República Democrática do Congo
A República Democrática do
Congo enfrenta uma das mais graves e prolongadas crises humanitárias do mundo.
Há mais de três décadas, conflitos armados envolvendo grupos rebeldes e
milícias têm provocado um ciclo contínuo de violência, deslocamentos forçados e
violações de direitos humanos. Nos últimos anos, a intensificação dos
confrontos no leste do país agravou ainda mais a situação, levando milhões de
pessoas a abandonar suas casas em busca de segurança.
Entre os mais afetados estão
as crianças. Muitas perderam seus pais em decorrência da guerra, da violência
ou das condições extremas geradas pelo conflito. Sem proteção familiar, elas
ficam expostas à fome, ao trabalho infantil, ao recrutamento por grupos
armados, à exploração e a diversas formas de violência, tendo interrompidos não
apenas seus estudos, mas também a possibilidade de uma infância segura e digna.
Foi diante dessa realidade
que a Fraternidade Sem Fronteiras (FSF) criou, em 2021, o projeto Órfãos do
Congo. A iniciativa resgata e acolhe crianças órfãs retiradas de áreas afetadas
pelos conflitos, oferecendo uma oportunidade concreta de reconstrução de suas
vidas.
Hoje, 326 crianças vivem em lares mantidos pela organização no Burundi, país vizinho à República Democrática do Congo. Além de alimentação, moradia e cuidados de saúde, elas têm acesso à educação, acompanhamento socioemocional, proteção e um ambiente seguro para voltar a sonhar com o futuro.
Nação
Ubuntu: esperança ao lado de um campo de refugiados
Outra frente de atuação da
FSF junto à população refugiada acontece no Malawi, por meio do projeto Nação
Ubuntu.
A iniciativa está localizada
ao lado do Campo de Refugiados de Dzaleka, que recebe pessoas vindas
principalmente de Ruanda, da República Democrática do Congo e Burundi, que
precisaram deixar seus países devido a conflitos, perseguições e instabilidade
política.
No local, milhares de
pessoas vivem em moradias improvisadas, enfrentam desafios relacionados ao
acesso à alimentação, água, saúde, saneamento, educação e oportunidades de
geração de renda.
Ao lado desse cenário, o
Nação Ubuntu foi criado para promover desenvolvimento comunitário e autonomia.
O projeto realiza ações de educação, agrofloresta, produção sustentável,
capacitação profissional, acesso à saúde e geração de renda, fortalecendo as
condições de vida de pessoas refugiadas e comunidades em situação de
vulnerabilidade.
Atualmente, mais de 3 mil
pessoas do campo de refugiados são impactadas pelas iniciativas desenvolvidas
pela organização na região e a fila de espera é 20 vezes maior, já que
estima-se que 60 mil pessoas vivam no Campo de Refugiados de Dzaleka.
Fraternidade
que ultrapassa fronteiras
Para a Fraternidade Sem
Fronteiras, o Dia Mundial do Refugiado é um convite à reflexão sobre a
realidade de milhões de pessoas que perderam casa, referência e, muitas vezes,
familiares em consequência da violência.
Ao mesmo tempo, a data
reforça a importância da solidariedade internacional e do apoio a iniciativas
que oferecem acolhimento, proteção e oportunidades de reconstrução de vida para
quem foi forçado a recomeçar.
Por meio dos projetos Órfãos
do Congo e Nação Ubuntu, a organização garante mais 3.400 acolhimentos, 172 mil
refeições por mês e a permanência de mais de 2 mil estudantes matriculados na
escola. Além disso, busca garantir que crianças, jovens e famílias refugiadas
encontrem não apenas assistência emergencial, mas também condições para
construir um futuro com segurança e esperança.
Todos os projetos são
mantidos por meio do apadrinhamento, uma doação mensal a partir de R$35. Para
conhecer e apadrinhar, acesse: https://www.fraternidadesemfronteiras.org.br/apadrinhe-ou-doe/
Sobre a Fraternidade Sem Fronteiras
A FSF é uma Organização
humanitária e Não-Governamental, com sede em Campo Grande (MS) e atuação
brasileira e internacional em nove países, em alguns dos lugares mais pobres do
planeta, com esperança e profundo desejo de ajudar, acabar com a fome e
construir um mundo de paz. A instituição possui 77 polos de trabalho, mantém
centros de acolhimento, oferece alimentação, saúde, formação
profissionalizante, educação, cultivo sustentável, construção de casas e ainda,
abraça projetos de crianças com divergências neurais e doenças raras. Todos os
trabalhos são mantidos por meio de doações e principalmente pelo apadrinhamento
com valor a partir de R$35. Mais informações podem ser obtidas pelo site http://www.fraternidadesemfronteiras.org.br
Com
informações da assessoria de imprensa



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