Lideranças do setor de transporte reúnem-se com o TCU para tratar da sustentabilidade econômico-financeira das operações
Brasília (DF) - Representantes
das principais entidades do transporte público de passageiros no Brasil
reuniram-se com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro
Vital do Rêgo, para apresentar as dificuldades crescentes que ameaçam a
sustentabilidade das operações em todo o país.
O encontro buscou
sensibilizar a Corte sobre a urgência de estruturar novas fontes de custeio,
capazes de garantir o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos sem
repassar custos adicionais ao cidadão.
A demanda do setor ocorre em
um contexto de fiscalização ampliada do TCU sobre as agências reguladoras e
sobre a sustentabilidade dos serviços públicos essenciais.
Nos últimos ciclos de auditoria, o Tribunal tem apontado fragilidades
estruturais, orçamentárias e regulatórias que afetam a capacidade de
planejamento e de prestação de serviços, cenário que também se reflete no
transporte público de passageiros, especialmente diante do aumento contínuo dos
custos operacionais e da limitação das tarifas como única fonte de receita.
Durante a audiência, as
entidades enfatizaram que o modelo vigente já não oferece condições para manter
a qualidade, a previsibilidade e a segurança do sistema.
As empresas relatam que não
há mais margem para absorver variações de custos, especialmente combustíveis,
manutenção, mão de obra e obrigações regulatórias, o que expõe diversas regiões
do país ao risco de descontinuidade do serviço.
O setor reforçou a defesa de
mecanismos estáveis de financiamento que permitam a manutenção de tarifas
módicas, especialmente para a população de baixa renda, preservando a
sustentabilidade operacional e a competitividade do transporte público.
Segundo Rubens Lessa
Carvalho, presidente da FETRAM e da Seção I de Transporte de Passageiros da
CNT, a atuação do TCU é decisiva para dar segurança jurídica e previsibilidade
institucional às alternativas de financiamento: "O transporte público vive
um momento crítico. Não há como exigir investimentos e qualidade na prestação
dos serviços sem uma fonte de recursos clara e estável que não seja apenas o
valor pago pelo passageiro. Viemos ao TCU para buscar caminhos que garantam o
equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, assegurando que o sistema
sobreviva de forma eficiente e com preços justos para a sociedade.”
A comitiva do setor foi
composta por lideranças nacionais: Vander Costa, presidente do Sistema
Transporte (CNT/SEST/SENAT); Rubens Lessa Carvalho, presidente da FETRAM e da Seção
I de Transporte de Passageiros da CNT; Francisco Christovam, presidente
Executivo da NTU; Edmundo Pinheiro, presidente do Conselho Diretor da NTU;
Marcos Bicalho, diretor da NTU; Jorge Bastos diretor presidente da INFRA S.A. e
Paulo Porto Lima, presidente do Conselho Deliberativo da ABRATI.
Paulo Porto, na
oportunidade, traçou um retrato do setor: “É essencial reconhecermos que a
sustentabilidade das operações de transporte de passageiros depende de um
modelo de financiamento moderno, estável e aderente às melhores práticas
internacionais. O setor está disposto a contribuir tecnicamente para a
construção de soluções que garantam previsibilidade regulatória, eficiência
econômica e serviços acessíveis para toda a população.”
As entidades defenderam que
o fortalecimento do transporte público depende de um novo arranjo institucional
de financiamento, alinhado às melhores práticas internacionais e aderente às
diretrizes de transparência e eficiência que têm guiado o controle externo no
país.
Com
informações da assessoria de imprensa



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