FPN debate fim da escala 6x1 e reforça defesa da isonomia tributária para o setor produtivo brasileiro
Brasília (DF) - A Frente
Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN) promoveu, nesta terça-feira
(19), um amplo debate sobre os impactos da redução da jornada de trabalho, do
fim da escala 6x1 e da necessidade de garantir isonomia tributária para
fortalecer a competitividade das empresas brasileiras. O encontro, realizado na
sede do Instituto Unidos Brasil (IUB), reuniu parlamentares, representantes da
CNC, da CNI, associações empresariais de diversos setores produtivos,
federações, especialistas e lideranças empresariais para discutir os reflexos
das propostas sobre emprego, crescimento econômico e ambiente de negócios.
Sob a liderança da Diretoria
Executiva da FPN, deputados Júlio Lopes, Jorge Goetten, Zacharias Calil, e do
Vice-Presidente da frente, Senador Efraim Filho, o encontro destacou que o
Brasil vive um momento estratégico para fortalecer a indústria, o varejo e o
comércio nacional. Também participou o Líder do Republicanos na Câmara dos
Deputados, deputado Augusto Coutinho.
A defesa da isonomia
tributária foi um dos temas debatidos durante a reunião, especialmente diante
das discussões envolvendo a tributação das remessas internacionais, conhecidas
popularmente como “taxa das blusinhas”. Parlamentares e representantes do setor
produtivo defenderam a necessidade de garantir regras mais equilibradas entre
empresas brasileiras e plataformas estrangeiras, além de avançar nas discussões
da Reforma Tributária para reduzir distorções e ampliar a competitividade
nacional.
O encontro também discutiu os
impactos da proposta de redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1.
Durante a reunião, foram apresentados estudos apontando possíveis riscos de
queda do PIB, aumento de custos operacionais e impactos sobre o emprego formal em
diferentes setores da economia.
O deputado federal Jorge
Goetten defendeu que o tema seja tratado com responsabilidade e atenção aos
impactos sobre os pequenos negócios. “Precisamos cuidar do trabalhador, mas
também precisamos cuidar do empregador”, afirmou.
Já o deputado federal Dr.
Zacharias Calil alertou para os reflexos da proposta na área da saúde,
especialmente em hospitais, laboratórios e unidades do interior do país,
destacando a dificuldade de reposição de profissionais em setores que já
enfrentam déficit de mão de obra.
O deputado federal Augusto
Coutinho também reforçou preocupação com os impactos operacionais da medida
sobre serviços essenciais e empresas localizadas fora dos grandes centros
urbanos.
O vice-presidente da Frente
Parlamentar, o senador Efraim Filho, destacou a importância de fortalecer o
debate técnico e político sobre os temas no Congresso Nacional. “É hora de agir
de forma estratégica para defender o varejo nacional, a indústria nacional e o
comércio nacional”, declarou.
Já o deputado Julio Lopes
ressaltou que a discussão sobre o fim da escala 6x1 precisa considerar a
realidade econômica das empresas brasileiras e os impactos sobre a geração de
empregos. “Queremos trabalho com mais qualidade de vida, mas precisamos organizar
as mudanças de forma adequada às possibilidades econômicas”, declarou.
Representantes da indústria
presentes no encontro também demonstraram preocupação com os impactos da
concorrência desigual enfrentada pelo setor produtivo brasileiro. Empresários alertaram
para a necessidade de garantir condições tributárias mais equilibradas para que
empresas nacionais consigam competir com plataformas internacionais,
preservando empregos, investimentos e a capacidade produtiva da indústria
brasileira.
Estudos apresentados durante o
encontro alertaram que alterações nas escalas de trabalho podem reduzir
oportunidades de atuação aos finais de semana, afetando diretamente renda,
comissões e competitividade das mulheres no mercado de trabalho.
A Frente Parlamentar Mista do
Ambiente de Negócios seguirá acompanhando a tramitação das propostas no
Congresso Nacional, promovendo diálogo entre parlamentares, setor produtivo e
sociedade civil para garantir segurança jurídica, preservação de empregos,
competitividade e fortalecimento da economia brasileira.
Com informações da assessoria de imprensa



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