As feiras que movimentam 500 milhões na economia do Distrito Federal
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Goiaba, uva e morango são exemplos de culturas que têm mudado o perfil do DF, gerando empregos e renda no campo e nos eventos
Brasília (DF) - Enquanto o mundo olha para Brasília pelos monumentos, o Distrito Federal responde com sabor, tradição e uma produção agrícola que cresce cada vez mais. Vista internacionalmente como o centro político do país, Brasília também tem chamado a atenção pelo agronegócio e pela produção de frutas que cresce ano após ano no coração do cerrado brasileiro.
Dados da Emater-DF apontam
que o Distrito Federal produziu mais de 40 mil toneladas de frutas em 2025,
como resultado do trabalho de cerca de 5 mil produtores rurais. Esses
trabalhadores vêm transformando o DF em uma referência nacional em qualidade,
tecnologia e produtividade. O destaque é a produção de goiaba em Brazlândia. A
cidade também lidera a oferta do morango no Distrito Federal.
Essa força do campo não
aparece apenas na produção. Ela também ganha vida nas grandes feiras, que
movimentam centenas de milhares de pessoas todos os anos e já se tornaram
tradição no calendário turístico e cultural da capital.
Um dos maiores exemplos é a
tradicional Feira da Uva e do Vinho de Brasília, realizada em Planaltina-DF. O
evento reúne produtores, expositores, gastronomia, cultura, turismo rural e
grandes shows nacionais, fortalecendo o setor vitivinícola do Cerrado e atraindo
visitantes de outras regiões do país.
Outro grande sucesso é a
Feira do Morango de Brazlândia, considerada uma das festas mais tradicionais do
Distrito Federal. O evento celebra a força da produção de morangos da região,
movimenta a economia local e recebe milhares de visitantes todos os anos com
gastronomia típica, doces artesanais, atrações culturais e exposições.
Também em Brazlândia, a
Feira da Goiaba se tornou símbolo da potência da goiaba produzida no Cerrado
brasiliense. O evento destaca os derivados da fruta, fortalece os pequenos
produtores e mostra como a agricultura familiar tem papel fundamental no
desenvolvimento econômico da região.
Somadas, as três festas
foram responsáveis, no ano passado, pela geração de 50 mil empregos diretos e indiretos
e movimentaram mais de R$ 500 milhões na economia do DF.
Mais do que eventos, essas
feiras representam a identidade de um novo momento vivido por Brasília: uma
capital que deixa de ser conhecida apenas pela política e passa a ser
reconhecida também pelo agro, pela agricultura familiar e pela capacidade de
transformar o cerrado em vitrine nacional de produção e turismo rural.
Com
informações da assessoria de imprensa



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