Comissão do Brasil Legal na Câmara mira influenciadores e plataformas por pirataria
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Brasília (DF) - A Comissão do Brasil Legal
na Câmara dos Deputados avançou, nesta terça-feira (28), na formulação de
medidas para combater a pirataria no setor esportivo, com foco na
comercialização ilegal de produtos em plataformas digitais. Entre as medidas
definidas está o início, a partir de 2 de maio, da notificação de
influenciadores digitais e agentes que promovam a venda de itens falsificados.
A iniciativa foi conduzida
pelo deputado Júlio Lopes (PP-RJ), presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil
Competitivo, que defendeu a criação de um modelo estruturado e permanente de
enfrentamento à economia ilegal no país.
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| Presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivodeputado, deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ) |
“Essa sessão foi extremamente importante. Fizemos avanços enormes no sentido de estruturar um combate permanente ao crime de pirataria e à ilegalidade, transformando o Brasil em um país mais legal”, afirmou.
Segundo o parlamentar, a
estratégia envolve atuação coordenada entre poder público, setor produtivo e
plataformas digitais, com foco na responsabilização de todos os agentes
envolvidos na cadeia da pirataria.
“A partir do dia 2 de maio
estaremos notificando influenciadores que estejam ensinando, promovendo ou
facilitando a venda ilegal ou contrafeita de produtos. Vamos agir com o apoio
das instituições para alcançar tanto plataformas quanto aqueles que participam
dessas práticas”, disse.
A proposta prevê que órgãos
de defesa do consumidor passem a atuar diretamente nesses casos. A ideia,
segundo Lopes, é iniciar com medidas educativas antes de avançar para sanções
mais duras.
“Podemos começar com
advertências nos primeiros dias e, na sequência, aplicar multas e ações mais
contundentes, conforme a necessidade”, explicou.
O deputado também defendeu
maior engajamento das marcas na proteção de seus produtos e criticou a ausência
de posicionamento mais firme diante da pirataria.
“É fundamental que empresas
e entidades, como a Confederação Brasileira de Futebol, se manifestem quando
suas marcas forem utilizadas de forma ilegal. Quando gigantes como Nike e
Adidas se posicionam, isso amplia a pressão sobre sites e plataformas que
insistem nessas práticas”, afirmou.
Entre as plataformas e
entidades que participaram do debate estão o Mercado Livre e a Associação
Brasileira de Mobilidade e Tecnologia. Também estiveram presentes representantes
de marcas esportivas como Nike, Adidas e Puma.
Lopes sugeriu ainda que
empresas passem a adotar medidas administrativas contra plataformas
reincidentes.
“Se esses sites continuam
promovendo produtos falsificados mesmo após notificações e multas, é legítimo
que sejam desqualificados pelas próprias marcas. Isso tem efeito direto no
combate à pirataria”, disse.
O parlamentar também
destacou a necessidade de garantir segurança jurídica às ações propostas.
“Precisamos construir essas
medidas da melhor forma possível, para que sejam juridicamente consistentes e
eficazes no enfrentamento da ilegalidade”, concluiu.
Dados da Confederação
Nacional da Indústria apontam que o Brasil perde cerca de R$ 500 bilhões por
ano com produtos falsificados e contrabandeados, o que impacta diretamente a
arrecadação, a geração de empregos e a competitividade da indústria nacional.
Clique aqui e veja mais fotos da reunião.
Com
informações da assessoria de imprensa
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