Cirurgia a laser na coluna conta com alta taxa de sucesso
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Goiânia (GO) - Uma excelente
opção para pacientes que sofrem com hérnia de disco e outros problemas na
coluna é a cirurgia a laser, que apresenta alta taxa de sucesso, cerca de 84%.
Entre as vantagens, por ser minimamente invasiva, não há cortes; oferece
recuperação rápida e baixo risco de infecção e sangramento; internação curta;
menos dor pós-operatória e recuperação rápida, proporcionando o retorno às
atividades em poucos dias ou semanas.
O neurocirurgião
especialista em coluna Túlio Rocha (foto) destaca que a recuperação é rápida, que o
paciente poderá ter alta médica no mesmo dia ou no dia seguinte e pode andar
poucas horas após o procedimento. Em muitos casos alta médica pode ocorrer no
mesmo dia ou em 24 horas. As atividades físicas leves são permitidas após
uma ou duas semanas. Mesmo assim, deve-se evitar esforços pesados por cerca de
30 dias.
“Destaco como principais
vantagens a recuperação rápida, proporcionando ao paciente o retorno às
atividades diárias em menos tempo; menos trauma por preservar a musculatura e
estruturas ósseas; a estética é melhor, pois as cicatrizes são muito pequenas;
menos uso de analgésicos porque oferece menos dor no pós-operatório; menor
risco de infecção em comparação à cirurgia aberta e a eficácia é alta no
tratamento de hérnias e estenose, com taxas de sucesso de alívio da dor entre
80% a 95%”, afirma Túlio Rocha.
O neurocirurgião orienta que
a cirurgia a laser na coluna é recomendada para hérnias de disco contidas,
quando o núcleo do disco não extravasou o ânulo fibroso; dor radicular, chamada
de dor ciática persistente, que é uma dor intensa que irradia para pernas ou
braços, que não apresenta melhora com fisioterapia ou remédios após seis a 12
semanas; e também para doenças facetárias, que são dores causadas por
inflamação nas articulações da coluna.
O procedimento utiliza uma
fibra óptica com laser. O laser é inserido através de uma agulha fina
diretamente no disco intervertebral, onde vaporiza parte do material herniado,
reduzindo a compressão sobre os nervos e aliviando a dor. No Brasil,
frequentemente é realizada via endoscopia.
Desde 2021, a cobertura de
cirurgias na coluna por planos de saúde no Brasil é regulada pela Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que obriga as operadoras a cobrirem
diversos procedimentos minimamente invasivos, incluindo cirurgias endoscópicas.
Números e cenário
Não existe um dado
consolidado único que especifique o número exato de cirurgias a laser para
coluna realizadas anualmente no Brasil, pois o laser é uma tecnologia inserida
no contexto mais amplo das cirurgias minimamente invasivas e endoscópicas. No
entanto, as técnicas minimamente invasivas – que incluem o laser, endoscopia e
procedimentos percutâneos – têm crescido e, historicamente, representavam uma
parcela crescente dos procedimentos.
Outro dado relevante é que
houve uma alta no volume de tratamentos, sendo que cerca de 300 mil pessoas são
operadas de hérnia de disco todos os anos no Brasil. Vale lembrar que a hérnia
de disco é uma das principais indicações para a cirurgia a laser na coluna.
O cenário também aponta que
o mercado brasileiro de dispositivos para cirurgia da coluna – incluindo
tecnologia para procedimentos minimamente invasivos – é o maior da América
Latina, com forte crescimento projetado para a próxima década. No contexto do
Sistema Único de Saúde (SUS), registrou-se um aumento de 42% no total de
cirurgias eletivas entre 2022 e 2024, financiando procedimentos que incluem os
de coluna.
“Eu vejo esse mercado com
bastante interesse e também com responsabilidade. Existe uma demanda real por
procedimentos menos invasivos na coluna, principalmente diante do alto volume
de cirurgias de hérnia de disco no Brasil. O paciente busca menos dor e
recuperação mais rápida, e a evolução tecnológica vem ao encontro dessa expectativa”,
afirma Túlio Rocha.
Aumento
da procura no consultório
O neurocirurgião adverte
que, ao mesmo tempo, é fundamental manter critério e embasamento científico.
“Nem todo caso é indicação para técnicas minimamente invasivas, e o mais
importante não é a tecnologia em si, mas o benefício real para o paciente. Vejo
o crescimento desse mercado como natural e positivo, desde que seja sustentado
por boa indicação, capacitação e evidência clínica sólida”, defende.
A procura no consultório por
procedimentos menos invasivos têm aumentado nos últimos anos, de acordo com
Túlio Rocha, principalmente porque o paciente já chega mais informado e
interessado em opções que ofereçam recuperação mais rápida e menor agressão cirúrgica.
“Existe, sim, uma curiosidade grande em relação à chamada cirurgia a laser,
muitas vezes associada à ideia de algo mais moderno e menos invasivo”, afirma.
“Mais do que a quantidade de
cirurgias a laser em si, o foco está em indicar a técnica correta para cada
situação. Quando a abordagem minimamente invasiva é a melhor opção, ela faz
parte da minha prática. Quando não é, opto pelo método que ofereça mais
segurança e eficácia. O principal critério nunca é a tecnologia isoladamente,
mas o benefício real para o paciente”, destaca o neurocirurgião.
Com informações da assessoria de imprensa




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