Fevereiro Laranja reforça a importância do diagnóstico precoce da leucemia
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Goiânia
(GO) - De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o
Brasil registra mais de 11 mil novos casos de leucemia por ano, o que coloca a
doença entre os tipos de câncer hematológico mais relevantes no país. Ainda
segundo o órgão, a leucemia é o câncer mais comum na infância e adolescência.
Os números reforçam a importância do Fevereiro Laranja, mês dedicado à
conscientização sobre a doença, ao estímulo ao diagnóstico precoce e à
informação de qualidade para a população.
A
leucemia é um tipo de câncer que afeta as células sanguíneas produzidas na
medula óssea, conhecida como a “fábrica do sangue”. A doença altera a produção
dos glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo, das hemácias, que
transportam oxigênio, e das plaquetas, essenciais para a coagulação. “Quando a
medula óssea passa a produzir células doentes ou imaturas, todo o equilíbrio do
organismo é comprometido”, explica o hematologista Gustavo Fernandes, do
Einstein Goiânia.
A
doença pode se manifestar de forma aguda, com progressão rápida, ou crônica,
com evolução mais lenta, e é classificada principalmente em leucemias mieloides
e linfoides. Entre os sintomas mais comuns estão fadiga persistente, febre,
perda de peso sem causa aparente, infecções frequentes, sangramentos, aparecimento
de pequenas manchas avermelhadas na pele e aumento dos gânglios linfáticos.
O
diagnóstico da leucemia é baseado em exames de sangue e na avaliação da medula
óssea, por meio do mielograma e da imunofenotipagem, com apoio da biologia
molecular. Essas análises permitem definir o tipo da doença, o prognóstico e a
melhor estratégia terapêutica. O hematologista explica que a biologia molecular
é fundamental para entender o comportamento da leucemia e indicar tratamentos
cada vez mais precisos.
CAR-T e tratamentos de
excelência
No Einstein Goiânia, o tratamento é individualizado e depende do perfil molecular da doença e das características de cada paciente. A unidade realiza quimioterapia convencional, terapias-alvo, anticorpos biespecíficos e transplantes de medula óssea. O Einstein também é referência na produção nacional e no uso clínico de células CAR-T, terapia inovadora que reprograma as próprias células de defesa do paciente para reconhecer e combater o câncer. “São avanços que mudaram o cenário da leucemia e aumentaram significativamente as chances de controle e cura em muitos casos”, conclui o hematologista.
Sobre o Einstein Goiânia
O Einstein Goiânia é o primeiro hospital privado da rede fora de São Paulo,
inaugurado em 2021. Com 18 mil metros quadrados, a unidade dispõe de 35 leitos
operacionais, cinco salas cirúrgicas, pronto atendimento 24 horas, incluindo
ortopedia e pediatria, UTI e serviço de transplante de medula óssea. Em março
de 2024, passou a oferecer atendimento pediátrico completo, cobrindo desde
procedimentos simples até casos de alta complexidade.
Também
foi pioneiro na implantação da primeira plataforma de cirurgia robótica de
Goiás, com mais de 1.500 procedimentos realizados até o primeiro semestre de
2025. A unidade conta, ainda, com um centro de ensino, que oferece mais de 30
cursos de pós-graduação em saúde e gestão hospitalar, além de formações de
curta duração, e com um centro de inovação dedicado ao desenvolvimento de
tecnologias para aprimorar o setor de saúde na região.



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