Abrati: “Segurança em primeiro lugar. Estamos preparados para suprir demanda provocada pela possível paralisação do setor aéreo”
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“Esperamos que o impasse entre
as empresas aéreas e os profissionais do setor seja resolvido. Mas, ao mesmo
tempo, estamos disponibilizando a grande estrutura do nosso setor, acostumado
aos picos de demandas sazonais, como uma segura opção de transportes das
pessoas que podem enfrentar dificuldades nas viagens aéreas, em razão da
diminuição de escala de voos. Com absoluta certeza poderemos viabilizar que as
pessoas consigam chegar em segurança aos destinos que quiserem e possam abraçar
os seus familiares ou mesmo apenas descansar conforme planejado em um local
bacana no verão”, afirma Pineschi destacando que as empresas de ônibus já
acionaram as equipes de logísticas para estudar e planejar as demandas nas
rotas mais buscadas.
No transporte rodoviário regular,
observa-se já nesta época um aumento de 35% no número de horários de partidas
no mês, uma expectativa de 47.773 em 2025, frente ao total de 35.401 em 2024,
pelos dados da ANTT, em reflexo à procura do período de festas de final de ano
e de verão.
Com a efetivação da greve de
operadores aeronáuticos e aeroportuários, a possibilidade de atrasos e
cancelamentos em cascata de voos no Brasil é real, afetando diretamente
passageiros das companhias Azul e Gol, que ainda não conseguiram negociação
exitosa de convenção coletiva de trabalho com os funcionários.
Enfim, declara Pineschi, se
efetivada a paralisação, o setor rodoviário projeta continuidade de alta da
demanda, que circunstancialmente já atinge a marca de 18% em função dos
feriados. E mais procura virá dos passageiros prejudicados, impedidos de
embarcar nos aeroportos. “Não medimos esforços para que os passageiros não
sejam prejudicados. São eles, os passageiros, nossa constante preocupação,
razão pela qual as empresas que prestam serviços regulares de transportes
rodoviários de pessoas investiram, neste ano, mais de R$6 bilhões na renovação
e modernização de suas frotas. Estamos preparados para atender essa demanda
emergencial”.
A conselheira alerta ainda
para os riscos para as pessoas que, “desesperadas para viajar”, acabam caindo
nas mãos do transporte clandestino, lembrando a interferência judicial
nos órgãos reguladores. “Na contramão do compromisso com a segurança e a vida,
recentemente algumas decisões judiciais flexibilizaram regras da Agência Nacional
de Transportes Terrestres (ANTT) para autorizar empresas sem a devida estrutura
profissional a operar linhas regulares, colocando em risco centenas de
pessoas”, lamentou a conselheira.
“Agora mesmo em dezembro, a
Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagrou em todos os estados brasileiros uma
operação fiscalizatória para garantir a segurança nas estradas. Condições de
veículos, preparo e tempo de descanso dos motoristas estão sendo averiguados.
Isso é preservar vidas”, concluiu Pineschi.
Dicas para quem teve o voo
cancelado e vai viajar de ônibus
A ansiedade para chegar logo
ao destino e o cansaço natural de mais um ano de atividades são inerentes nessa
época. Mas vale lembrar algumas dicas importantes da conselheira Letícia
Pineschi e das empresas de transportes interestadual de passageiros associadas
à Abrati.
- Não viaje em transporte
clandestino. Para ter certeza disso, compre sua passagem no site das empresas
oficiais ou na rodoviária mais próxima.
- Mesmo comprando online,
confira se a empresa tem guichê na rodoviária.
- Essas são medidas
importantes para garantir que está viajando em uma empresa regular e segura.
- Se estiver viajando
juntamente com passageiros menores de 18 anos, procure informações sobre todas
as documentações necessárias para um embarque seguro.



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